'Fórum Lugar e História: O Castelo' destacou a ligação da monarquia ao monumento
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O “Fórum Lugar e História: o Castelo” regressou no último fim-de-semana do mês de março para dar destaque à “Casa Real: o castelo, o concelho e os reis (e as rainhas) de Portugal”, contando para isso com a participação de Kevin Carreira Soares, historiador portomosense e coordenador deste projeto, e de Sónia Morgado, historiadora de arte e colaboradora da Câmara Municipal de Porto de Mós.
A sessão começou com a intervenção de Kevin Carreira Soares, através de uma breve resenha sobre as intervenções anteriores – a cargo de Maria João Branco e de Mário Jorge Barroca – fazendo um balanço das diferentes teorias existentes sobre a origem e a história do Castelo de Porto de Mós.
Feito este enquadramento, a atenção passou para Sónia Morgado que debruçou a sua intervenção sobre os monarcas que estiveram de passagem por Porto de Mós, alojando-se no castelo, com destaque para o rei D. Duarte (1391 - 1438), filho de D. João I e de D. Filipa de Lancastre. Este é um projeto de investigação que se encontra a ser desenvolvido pela equipa do município, com o objectivo de valorizar a história do castelo, inserindo-o na longa história da monarquia portuguesa, especialmente na época medieval.
Extremamente culto e letrado, D. Duarte foi apelidado de “O Eloquente”, mostrando desde cedo um grande interesse pela escrita, filosofia e outras ciências. Ainda que o seu reinado tenha sido curto (1433-1438), D. Duarte esteve associado ao governo do reino durante mais de duas décadas.
O seu reinado ficou marcado pela malograda expedição a Tânger (1437), onde o seu irmão, D. Fernando, acabou por ficar cativo. Foi neste contexto que tiveram lugar as Cortes de Leiria (1438), onde foram duramente discutidas as condições de negociação impostas pelo inimigo, tendo sido decidido que não se optaria pela via do resgaste do infante. Saído de Leiria, D. Duarte refugiou-se em Porto de Mós por cerca de dois meses.
Porto de Mós foi, assim, o local onde o rei se dedicou aos assuntos urgentes do reino, sendo possível admitir que manteve a prática de algumas das atividades que mais lhe apraziam: a caça, a leitura e a escrita, além da prática cristã quotidiana.
No final da sessão, a audiência presente rumou ao castelo para participar em mais uma visita guiada ao Castelo de Porto de Mós, desta vez para procurar conhecer entre as centenárias pedras, o castelo no qual D. Duarte se terá hospedado.
Entrando em abril, fica o convite para assistir à sessão sobre “O Paço senhorial: a conversão do castelo em residência senhorial, de D. Dinis a D. Afonso, IV Conde de Ourém”, com participação de Alexandra Leal Barradas.
PA/KS
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